Adolescência e direitos sexuais e reprodutivos: um papo necessário

A adolescência é uma fase transitória entre a infância e a vida adulta, marcada por características únicas em diversos campos, como biológico, psicológico e social. No primeiro, é importante destacar o surgimento da puberdade e o processo de desligamento da figura dos pais. Já o segundo é marcado pela busca pelo conhecimento interno, desenvolvimento social e identidade.

Para um adolescente, nem sempre é fácil falar sobre sua saúde, ainda mais quando se trata da saúde sexual. Em uma fase da vida onde inúmeras descobertas e conflitos podem manifestar riscos e vulnerabilidade na vida do adolescente, o que fazer para ajudar? Qual o papel da Saúde neste momento?

A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo em 1994, é considerada um marco histórico dos direitos sexuais e reprodutivos. O Relatório Final da Conferência– Plano Cairo, reforça compromissos com a igualdade dos sexos e uma ampla dimensão dos direitos humanos, em que está presente a saúde sexual e reprodutiva, inclusive dos adolescentes, com ênfase no sexo feminino. O documento dá ao adolescente direitos que devem ser respeitados e conquistados no dia a dia, podendo, assim, decidir sobre sua vida sexual e reprodutiva, ter acesso às informações e meios para desfrutar desta e ser responsável sobre o número, espaçamento e a oportunidade de ter filhos.

Ainda que seja um desafio, falar sobre a saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes é necessário. Sabendo disso, no mês de julho, profissionais da Saúde, Educação e Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro se reuniram para participarem do I Seminário de Adolescência, Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos. Com transmissão para diversas áreas da cidade, através dos ambientes ASAS dos territórios, os profissionais puderam discutir e debater diferentes casos e situações em que as três secretarias trabalham juntas para garantir o acesso à informação aos jovens e adolescentes.

 SAÚDE SEXUAL DO ADOLESCENTE NO RIO

No município do Rio de Janeiro, os jovens e adolescentes podem ser atendidos em qualquer unidade de saúde da Atenção Primária, onde serão acolhidos, terão suas queixas escutadas, sempre respeitando a confidencialidade e o sigilo. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro oferece os seguintes serviços à população jovem e adolescente:

  • Atendimento próprio para adolescentes, feito por profissionais de diversas especialidades, onde o adolescente, se quiser, pode ser atendido sozinho;
  • Grupos de educação em saúde onde são abordados os temas que os adolescentes querem debater, como saúde e prevenção, mudanças do corpo, família, direitos, sexualidade, métodos anticoncepcionais, DST/AIDS, violência, entre outros;
  • Vacinação;
  • Atendimento odontológico;
  • Contracepção: oferece consulta pelo médico ou enfermeiro, grupos de discussão sobre temas de saúde, sexualidade e cidadania e todos os métodos anticoncepcionais;
  • Contracepção de emergência (para os casos de risco de gravidez por relacionamento sexual sem proteção, uso inadequado da pílula, rompimento da camisinha e violência sexual – só pode ser usada até 5 dias depois da relação desprotegida);
  • TIG: teste de gravidez feito com a urina, cujo resultado sai na mesma hora.

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