A busca por uma vida equilibrada e harmoniosa depende não só do cuidado dos indivíduos consigo mesmo, mas também da capacidade de construírem relações empáticas e respeitosas com os outros ao redor. Em nosso país, plural em diversas raças, etnias, orientações sexuais, culturas e religiões, esse olhar se torna ainda mais fundamental.

Para a promoção da saúde é preciso “identificar as diferenças nas condições e nas oportunidades de vida, buscando alocar recursos e esforços para a redução das desigualdades injustas e evitáveis, por meio do diálogo entre os saberes técnicos e populares”. Nesse contexto, deve ser considerado o conceito ampliado de saúde, que prioriza um viver com solidariedade e tolerância e que defende as singularidades e os direitos de todos os cidadãos.

Etnico-racial
Preto, pardo, mestiço, indígena, cigano, quilombola, comunidade tradicional. O Brasil tem tudo isso e muito mais. Somos diversos, somos complexos e os fatos históricos marcaram com exclusão e preconceito a trajetória desses grupos, chamados hoje de minorias, que compõem grande parte de nossa população.

A humanização dos atendimentos de saúde e a criação de estratégias e políticas públicas de inclusão para essas populações são prioridade do governo brasileiro e devem ser, também, prioridade de cada um de nós cidadãos, para que possamos superar a vulnerabilidade e exclusão social e cultural desses grupos, transformando o Brasil em um país melhor para todos.

Diversidade Sexual
O Programa Brasil Sem Homofobia foi lançado em 2004 com o objetivo de promover a cidadania e os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), buscando o reconhecimento e a reparação da cidadania dessa população, compreendendo-a como uma parcela relevante da sociedade brasileira que possui menos direitos por razões ligadas ao preconceito e à discriminação.

Apesar da Constituição Federal de 1988 não contemplar a orientação sexual entre as formas de discriminação, diferentes constituições estaduais e legislações municipais vêm abordando explicitamente o tema, avançando na garantia de direitos.

Nesse movimento, desde 2007, o Rio sem Homofobia, atua todo território fluminense, respeitando as especificidades desses grupos populacionais e vamos avançando em políticas públicas para essas populações.

E você, como cidadão, o que tem feito contra a homofobia?

Diversidade Religiosa
A Constituição Brasileira consagra como direito fundamental a liberdade religiosa e desvincula o Estado de qualquer religião oficial, garantindo o Brasil como um país laico. Segundo o artigo 5o, inciso VI, “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” No Brasil deve ser assim: Deus, Alá, Javé, Jeová, Olorum, Jah, Buda, Brahman, Shiva. Não importa qual a crença, o fundamental é respeitar.

Pessoas com deficiência
Em 2008, o Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU, bem como seu Protocolo Facultativo. O documento obteve, assim, equivalência de emenda constitucional, buscando defender e garantir condições de vida com dignidade a todas as pessoas que apresentam alguma deficiência. O país avança na elaboração de políticas públicas que visem à inclusão social, à acessibilidade e ao reconhecimento dos direitos de mais de 24 milhões de brasileiros e brasileiras com deficiência. O país avança em tratar todas as pessoas com deficiência como PESSOAS, que lutam por seus direitos e pelo respeito, dignidade, autonomia, participação e inclusão na sociedade.