Do refúgio ao acolhimento

Buscar proteção, fugir de um perigo, procurar abrigo, mas acima de tudo sobreviver. Todos os anos milhares de homens, mulheres e crianças fogem de seus países de origem para escapar de guerras, conflitos religiosos e políticos, perseguições e outras tantas graves ações que violam os direitos humanos. Segundo a Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), cerca de 65,5 milhões de pessoas, 1 em cada 113 pessoas em todo o mundo, foram forçadas a deixar seus locais de origem por diferentes tipos de conflitos durante o ano de 2016.

Ser refugiado não é viajar de férias, fugir de uma cidade conturbada pelo trânsito caótico ou simplesmente querer morar em outro país. Ser refugiado é precisar deixar para trás sua casa, pertences, familiares, cultura e comunidade para garantir a sua sobrevivência e resistir. Além de passar por inúmeras dificuldades para sair de seu país, a pessoa ainda vai enfrentar a falta de uma rede de apoio, de amigos, preconceito, complicações com a língua local, dificuldade em tirar documentos e conseguir um emprego.

No Brasil, no ano de 2017, 33 mil pessoas solicitaram o reconhecimento da condição de refugiado. Devido à crise política atual na Venezuela, 17 mil destes solicitantes eram venezuelanos. Pessoas estas de diferentes idades, classes sociais, gênero e orientação sexual, que andaram por quilômetros a pé, de ônibus ou carona com outros carros para saírem de seu país. Segundo o relatório de refúgio, 39% dos refugiados reconhecidos no Brasil são sírios e a cidade de São Paulo é a que mais recebe refugiados no país.

O município do Rio de Janeiro, em março de 2017, tinha mais de 7 mil refugiados e solicitantes de refúgio vindos de diferentes países. Com uma demanda crescente e uma necessidade a ser atendida, a Secretaria Municipal de Saúde adequou suas práticas para o atendimento ao refugiado na Atenção Primária garantindo seu acesso, compreendendo e criando respostas para as suas necessidades.

Essa história de aprendizado e troca pode ser lida no livro “Recomeço” produzido pela Secretaria de Saúde do Município do Rio de Janeiro para contar sua experiência no atendimento aos refugiados. O livro conta com histórias de profissionais de saúde, refugiados e solicitantes de refúgio, no atendimento e dia a dia na unidade de saúde, dados importantes sobre o refúgio, sua história e direitos.

Acesse o Issuu do ASAS Rio e descubra essa experiência.

COMENTÁRIOS, DÚVIDAS E SUGESTÕES