É conversando que a gente se entende

Mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com a depressão, 11 milhões somente no Brasil. É bem possível que alguém próximo a você sofra com a doença, ainda que não a reconheça. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade das pessoas deprimidas desconhece o diagnóstico e, por isso, segue sem tratamento. A questão é tão séria que se tornou tema do Dia Mundial da Saúde, celebrado no último dia 7 de abril, com a campanha “Depressão: Vamos conversar”.

O problema pode se manifestar de muitas formas e em diferentes graus. Ele não  escolhe idade, gênero, etnia, classe social ou personalidade,  mas apresenta algumas características marcantes, que podem nos ajudar a reconhecê-lo: falta de interesse nas atividades do dia a dia, desânimo, agitação ou cansaço excessivos, sono irregular… Todos esses sintomas podem indicar que algo não vai bem. Será que é depressão?

É justamente esta dúvida que torna o diagnóstico difícil. Os sentimentos e o sofrimento humano têm nuances tão sutis que uma tristeza, que faz parte da vida, pode parecer doença; enquanto um quadro mais grave pode ser visto por alguns como “frescura”. A confusão pode levar a desfechos nada saudáveis, como a negligência de um quadro clínico ou a medicalização indiscriminada. Daí o convite da campanha: vamos conversar? É conversando que a gente se entende, quebra tabus e renova esperanças.

Então, quando você não se sentir bem, procure se abrir com alguém de sua confiança. Por outro lado, ao perceber que outra pessoa pode estar mal, ofereça escuta. Conversando, nos colocando no lugar do outro, percebemos que não estamos sozinhos. Juntos, com o apoio da família, dos amigos, de profissionais da saúde, é possível vencer a depressão. O primeiro passo é conversar.

Se precisar de ajuda da rede de saúde, procure a Clínica da Família ou Centro Municipal de Saúde mais próximo.