Esse tal de chikungunya

Aposto que você já ouviu falar em chikungunya. Uma doença nova, parecida com a dengue e a zika, que desde 2014 vem chamando a atenção dos brasileiros e dos cariocas.

Mas, afinal, o que é esse tal de chikungunya?

O chikungunya é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti – o mesmo inseto vetor que transmite os vírus da dengue e da zika. Por isso, é tão comum ouvir falar das três doenças juntas. Elas fazem parte de um grupo de enfermidades chamado de arboviroses. Para se proteger delas, a melhor estratégia é impedir que o mosquito se reproduza, coloque ovos e que estes se tornem larvas e, depois, mosquitos adultos capazes de picar humanos e transmitir doenças.

A palavra chikungunya é assim tão diferente porque vem do idioma Swahili, da Tanzânia. Ela significa “aqueles que se dobram”, em referência à principal queixa dos pacientes que contraem a doença: dor nas articulações.

Sinais e sintomas

Como as demais arboviroses, os principais sintomas da chikungunya são febre alta e manchas vermelhas na pele. Além disso, a doença costuma provocar dores intensas nas articulações dos pés, mãos, tornozelos e pulsos, dores musculares e de cabeça.

Se você ou alguém de sua família apresentar essas condições, procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Lá, profissionais competentes poderão avaliar o estado de saúde do paciente e determinar se é dengue, zika ou chikungunya. A partir do diagnóstico, o tratamento adequado será recomendado. Independentemente da arbovirose, repouso e líquidos são fundamentais para a recuperação.

Cuidados importantes

A melhor forma de evitar dengue, zika e chikungunya é não deixar o mosquito Aedes aegypti se criar. Como cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão dentro de casa, precisamos nos certificar que, em nossa residência, não há espaço para o Aedes aegypti.

Além disso, mulheres grávidas devem redobrar o cuidado e usar repelentes e roupas compridas, sobretudo nas áreas com alta incidência da doença. Apesar de incomum, a transmissão do chikungunya da mãe para o bebê durante a gravidez já foi comprovada e pode ocorrer se a gestante for infectada no período próximo ao parto. Se isso acontecer, o bebê pode apresentar sintomas da doença e, em alguns casos, manifestações graves, como danos ao sistema nervoso central, complicações cardíacas e na pele.