Eu fumo, tu fumas, todos fumam

Eu fumo, tu fumas, todos fumam. É assim mesmo que se conjuga esse verbo. Se você não é fumante, mas convive com alguém que fuma, você também está sendo afetado pelos malefícios do cigarro. Saber das consequências dessa exposição é o primeiro passo para se proteger e, quem sabe, dar aquele empurrãozinho para ajudar um amigo – pai, mãe, esposa, marido – a parar de fumar.

No Brasil, fumar em ambientes fechados de uso coletivo é proibido. A estratégia, conhecida como Ambientes Livres de Tabaco, protege pessoas da exposição ao cigarro em bares, restaurantes, cinemas e afins. Mas, infelizmente, não há proibição para lugares abertos e, nem sempre, espaços privados obedecem à lei. Assim, quem não faz uso do tabaco, mas convive com fumantes no cotidiano – o chamado fumante passivo – também sai prejudicado dessa história.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fumo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo – perdendo apenas para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.  Antes de chegar até aí, os danos também são muitos: irritação dos olhos e nariz, dor de cabeça, dor de garganta, tosse, câncer de seios da face, desenvolvimento e agravamento de bronquite crônica, enfisema, câncer de pulmão e infarto do coração.

E não é só nos adultos

Em crianças, além de aumentar o risco de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e asma, o fumo passivo aumenta a frequência de resfriados e de infecções do ouvido médio. Além disso, bebês expostos à fumaça do tabaco têm risco 5 vezes maior de sofrer a Síndrome da Morte Súbita Infantil (morte súbita sem causa aparente).

Muita coisa ruim, não é? Então, é melhor evitar. Se ninguém quer se distanciar das pessoas que gosta, o melhor caminho é ajudar. Você pode ser uma peça-chave para convencer um familiar ou amigo a parar de fumar. Que tal fazer sua parte?