I Congresso Carioca de Atenção Primária à Saúde

Depois de dias seguidos de céu nublado na cidade do Rio de Janeiro, o verão começou a dar sinais de sua chegada no último fim de semana. Além da praia ou do parque, dentro do Centro de Ciências em Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, o sol também estava brilhando. Mas era mesmo a união, a troca e a força presentes no I Congresso Carioca de Atenção Primária à Saúde, que acontecia por ali.

 

Durante os dias 15, 16 e 17 de dezembro, cerca de 1.800 pessoas participaram de mesas de debate, oficinas, amostras culturais e atividades formativas que tinham como objetivo principal reunir alunos, professores e profissionais da Rede Municipal de Saúde para integrar saberes e divulgar as práticas bem-sucedidas da Atenção Primária a Saúde (APS). Tinha, ainda, o objetivo de ser um momento de celebração das conquistas alcançadas.

“Esse Congresso para mim é uma vitória. Foi um ano difícil, que nós trabalhamos muito para superar as dificuldades e o nosso grupo da Atenção Primária resistiu bravamente, entendendo a importância do nosso trabalho na cidade, respeitando a população e fazendo exatamente o que é a Atenção Primária é: aquela que se relaciona, que cria os vínculos, que tem respeito e responsabilidade com a população. Terminar esse ano com o I Congresso Carioca de Atenção Primária é coroar o esforço do nosso trabalho.” Disse Claudia Nastari, Subsecretária de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde, na mesa de abertura.

O I Congresso Carioca de Atenção Primária à Saúde se dividiu em quatro eixos temáticos – formação; trabalho interdisciplinar; comunidade e sociedade e educação popular – e foi composto também pelo I Simpósio de Atenção Primária à Saúde da UFRJ, o III Seminário dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e II Seminário dos Consultórios na Rua. “A gente uniu todos esses eventos justamente para consolidar o fato de que os pontos de Atenção Primária devem trabalhar de forma integral. Tivemos uma procura imensa, inclusive de todo o Rio de Janeiro e de outros estados, o que  mostra uma demanda por eventos científicos, onde se discuta a Atenção Primária de maneira técnica com qualidade, sem perder a nossa competência e sem deixar de pensar sempre no usuário, que é o que a gente faz quando defende nossa Rede.” Disse Leonardo Graever, presidente do Congresso e Superintendente de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde.

Com conteúdo técnico voltado para todas as categorias profissionais – medicina, enfermagem, clínica ampliada, NASFS, Consultório na Rua –  o evento contou com mesas de temas diversos, como controle social, política nacional de atenção básica, aborto, saúde da população negra, desafios da produção científica no âmbito da Atenção Primária, cuidados paliativos, e outros. Foram 967 trabalhos inscritos, 402 apresentados oralmente e vinte premiados.

O Congresso foi uma inciativa de alunos e professores da UFRJ e ganhou força e materialidade com a parceria da AMFaC – Associação de Medicina de Família e Comunidade, ABEFACO – Associação Brasileira de Enfermagem de Família e Comunidade e a Superintendência de Atenção Primária.” Todo mundo se uniu para fazer um evento científico, político, técnico e acadêmico. Então, o evento tem todas essas naturezas. Esse Congresso foi, sobretudo, um ato de amor, um ato de celebrar o que a gente faz e dizer que o que a gente tem vai continuar, essa é uma mensagem importante que a gente precisa passar aqui.” Finalizou Graever.

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