Violência conjugal em debate

A violência conjugal, um dos temas trabalhados pelo Núcleo de Promoção da Solidariedade e Prevenção das Violências do Município do Rio de Janeiro e pelo Comitê Vida, esteve em pauta dia 11 de maio, durante atividade preparatória para o Mês de Prevenção da Violência no Namoro, comemorado em junho.

O evento reuniu especialistas na área, profissionais de saúde, professores, estudantes de graduação e pós-graduação e jovens promotores da saúde em um debate franco e sem preconceitos, motivado pelo filme Amor?, de João Jardim. O longametragem é fruto de extensa pesquisa sobre o binômio amor e violência e exibe histórias verídicas, interpretadas pelos atores Lilia Cabral, Du Moscovis, Letícia Colin, Claudio Jaborandy, Silvia Lourenço, Fabiula Nascimento, Mariana Lima, Ângelo Antônio e Julia Lemmertz.

Além do filme Amor?, foram exibidos os curtametragens Mobilidade Urbana e A Vida é como ela é? As coisas são como elas são?, produzidos pelo RAP da Saúde, e distribuída a cartilha Prevenção e Atenção à Violência Intrafamiliar, do Instituto Noos. Participaram do debate a gerente do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (SMSDC-RJ), Dilma Cupti de Medeiros, e os debatedores Carlos Zuma, psicólogo do Instituto Noos, e Fernanda Mendes, pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Fiocruz).

A cartilha Prevenção e Atenção à Violência Intrafamiliar, do Instituto Noos, aborda as diversas formas de violência doméstica e propõe ações de prevenção e enfrentamento  do problema

A interação do público enriqueceu o debate, por meio do compartilhamento de experiências e do relato de pessoas que se identificaram com as situações apresentadas, seja na relação com o parceiro ou na história de violência entre os pais. As intervenções abordaram a dificuldade e as possibilidades de se interromper os ciclos de violência e a universalidade do fenômeno, que atinge também as classes A e B. Sobre este aspecto, foi observado que estas pessoas geralmente têm uma reflexão mais elaborada sobre seus próprios problemas e contam com uma rede de apoio, o que é mais raro nas classes populares.

Para mediadora do debate, a coordenadora do Núcleo de Promoção da Solidariedade e Prevenção das Violências do Município do Rio de Janeiro, Viviane Manso Castello Branco, a iniciativa chama atenção para a importância de motivar a reflexão sobre o tema. “Ficou clara a necessidade de realizarmos em nossas instituições atividades que desenvolvam habilidades para que os conflitos possam ser enfrentados de forma não violenta”, Viviane avalia.

O evento foi o ponto de partida para a sensibilização da rede de saúde e demais parceiros para o Mês de Prevenção da Violência no Namoro e a elaboração de atividades sobre o tema, a serem desenvolvidas em junho, em unidades de saude, escolas, universidades, vilas olimpícas, entre outros espaços de promoção da saúde.

>> Leia matéria publicada no site do Instituto Avon

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