Protagonismo Juvenil no WONCA 2016

São vinte anos de anos de protagonismo juvenil na cidade do Rio de Janeiro. Dez do Programa Rede de Adolescentes e Jovens Promotores de Saúde (RAP da Saúde). Foram milhares de ações de promoção da saúde desenvolvidas de jovem para jovem, tratando com clareza e espontaneidade temas como sexualidade, uso de drogas, violência doméstica, homofobia, diversidade religiosa e muitos outros.

Essa trajetória – e as perspectivas de conquistas que estão por vir – estão registradas numa publicação especial, lançada em primeira mão durante a apresentação do trabalho realizado pela Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS\RJ), na Conferência Mundial dos Médicos de Família, WONCA 2016, no dia 03 de novembro.

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O registro de experiência reforça o compromisso da Prefeitura do Rio com a juventude carioca e busca inspirar outras iniciativas que invistam em adolescentes e jovens como agentes de transformação social. E, como são os jovens mesmo os protagonistas, não poderia ser diferente, eles foram até o WONCA mostrar, junto com Vânia, técnica de saúde bucal na Clínica da Família Anthídio Dias da Silveira, no Jacarezinho, como o trabalho se dá no dia a dia.

“O que o RAP da Saúde consegue mostrar, e nós estamos aqui por isso, é que o jovem não é aquele que não quer nada. Muito pelo contrário, mostramos que o jovem não só quer participar, como pode ajudar muito a população. Somos referência de saúde em nosso território e desenvolvemos atividades dentro e fora das unidades de saúde. Hoje somos reconhecidos por isso.”, diz Victória Ferreira Teixeira, dinamizadora do RAP da Saúde na CAP 5.2.

Durante a apresentação do trabalho, público e equipe puderam interagir, tirando dúvidas e detalhando alguns processos. A troca foi fundamental para inspirar práticas em outras localidades, especialmente outros municípios brasileiros, que têm realidade parecida com o Rio de Janeiro na relação da juventude com as unidades de saúde. Entre ‘forma de ingresso no Programa’, ‘indicadores e mensuração de resultados’, ‘pré-requisitos para ser um adolescente ou jovem promotor da saúde’, ‘atividades realizadas’, uma pergunta da plateia fechou a apresentação com chave de ouro: “Mas, e o que o Programa mudou, efetivamente, na vida desses jovens?”

Victória Ferreira,18, Débora da Cruz da Silva, 23, Lia Fernandes Peixinho, 18, e Wanessa Alencar Neves, 19, não tiveram dificuldades de responder. Elas têm clareza do processo de amadurecimento e empoderamento que viveram e hoje entendem muito bem seu lugar.

“O RAP da Saúde me ajudou a descobrir quem eu sou, na cidade e na sociedade. Eu aprendi a me inserir, a participar, a me colocar. Se existe um lugar que exclua ou que seja muito diferente da sua realidade, isso não importa, é você quem tem que mudar essa visão. Podemos circular pela cidade com iguais direitos, somos tão cidadãos quanto qualquer um. Através das ações em saúde, descobrimos nosso potencial para inspirar outros jovens e adultos. Isso me mudou completamente” fechou Lia, encantando a todos.

Para ter acesso à publicação, clique aqui.

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