Alimentação saudável é direito de todos

Na busca de promover a reflexão sobre alimentação saudável com os adolescentes e jovens do RAP da Saúde e jovens estudantes da rede pública de saúde, a Superintendência de Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio), em parceria com o Laboratório Culinário de Manguinhos, desenvolveu, ao longo de 2016, as ‘Oficinas de promoção da alimentação saudável’, em dez territórios da cidade.

As oficinas são um espaço coletivo que, a partir da preparação de receitas fáceis, criativas, saudáveis e econômicas, abordam teoria e prática, valorizando a cultura e respeitando os hábitos de cada grupo participante. “Entre uma preparação e outra, é proposto o debate sobre a importância da alimentação saudável e a compreensão dela como um direito de todos”, explica Juliana Paulo e Silva, nutricionista da SMS-Rio.

O direito humano à alimentação adequada está no artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e no artigo 6º da Constituição Federal.  Ele consiste no acesso físico e econômico de todas as pessoas aos alimentos e aos recursos como emprego ou terra, para obtê-los. A alimentação é considerada adequada quando adaptada ao contexto e às condições culturais, sociais, econômicas, climáticas e ecológicas de cada pessoa, etnia, cultura ou grupo social.

Para a garantia do direito humano à alimentação adequada, o Estado brasileiro deve respeitar, proteger, promover e prover a alimentação da população. Ao mesmo tempo, a população tem o direito de exigir, de diferentes formas, que tudo isso seja cumprido.

Nessa perspectiva, as ‘Oficinas de promoção da alimentação saudável’ buscaram debater o tema com os jovens e orientá-los quanto à produção de preparações como forma de incentivar a autonomia e responsabilidade deles sobre sua própria comida. O momento de preparação e degustação é também de celebrar, compartilhar e experimentar. Pela coletividade, curiosidade e parceria, os participantes são incentivados a provarem alimentos e preparações desenvolvidas por todo o grupo.

“Conversamos com os jovens sobre como consumir alimentos saudáveis considerando a realidade de cada um, estimulando o uso de alimentos frescos ou minimamente processados no lugar dos processados e ultraprocessados. Buscamos fazer um resgate da culinária em suas vidas e orientar para que ajam como multiplicadores do tema nas unidades de saúde e dentro de suas casas. As oficinas são um momento de troca, aprendizado e prazer. Discutimos sobre o direito humano à alimentação saudável e de qualidade, o espaço que a alimentação tem na vida deles e como se alimentar bem pode ser prazeroso e divertido”, conclui Juliana.

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