Câncer de colo de útero: prevenir é possível

O câncer de colo de útero é um dos tipos de câncer de maior prevalência e mortalidade no Brasil. Segundo dados do  Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) esse é o terceiro tumor mais frequente na população feminina – atrás do câncer de mama e do colorretal – e a quarta maior causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Na contramão dos dados negativos, análises da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o Brasil avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce. Na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva – em seu  estágio mais agressivo – enquanto atualmente 44% dos pacientes são diagnosticados na fase precursora do câncer, chamada in situ (lesão localizada).

Para seguirmos com esperança, sem perder a atenção, a Assembleia Mundial da Saúde de 2013 identificou o câncer do colo do útero como uma das intervenções prioritárias no plano de ação para a prevenção e controle das doenças não transmissíveis no período 2013 a 2020.

Seguindo o mesmo caminho, a publicação “Controle Integral do Câncer do Colo do Útero: Guia de Práticas Essenciais” aborda estratégias complementares de prevenção e controle integrais da doença, destacando a necessidade de colaboração entre os setores, programas de saúde e profissionais do serviço de saúde para o sucesso da prevenção.

O Guia

A publicação “Controle Integral do Câncer do Colo do Útero: Guia de Práticas Essenciais” foi lançada em 2014 pela OMS e traduzida para o Português em 2016 pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O material contou com a colaboração do Ministério da Saúde e do Inca.

Também conhecido como “Pink Book”, o documento destaca os recentes desenvolvimentos em tecnologias e estratégias para melhorar o acesso das mulheres aos serviços de saúde, além de apresentar como a prevenção e o controle do câncer do colo do útero podem ser integrados a sistemas de prestação de cuidados à saúde, incluindo planejamento familiar, cuidados no pós-parto e atenção a HIV/Aids.

Temas como uso de testes de HPV para o rastreamento de mulheres com o objetivo de prevenir o câncer cervical, a importância da ampla comunicação com a população, o enfrentamento das desigualdades entre países e classes socioeconômicas e as estratégias de distribuição de vacinas a adolescentes também estão no material, que pode ser baixado gratuitamente.

Para conhecer o documento, utilizar na sua unidade de saúde e entrar nesse movimento, clique aqui.

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