Intersetorialidade na prática

Quinhentos e vinte mil, cento e noventa e sete. Este é o número de alunos contemplados, mensalmente, pelas ações do Programa Saúde na Escola Carioca. Isso significa que, a cada mês, pelo menos 80% dos estudantes matriculados na rede municipal do Rio de Janeiro participam de ações de prevenção, promoção e assistência à saúde. A conquista, referente ao ano de 2015, foi apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio) durante a Conferência Mundial dos Médicos de Família, o WONCA 2016, realizada de 02 a 06 de novembro no Riocentro.

A gerente do Programa, Dilma Cupti de Medeiros, explica que os resultados são fruto de um trabalho intersetorial e multidisciplinar. “Em 2015, a cidade do Rio de Janeiro contava com 1.456 escolas, 200 Unidades Básicas de Saúde e 61 Centros de Referência de Desenvolvimento Social. Essa articulação, potencializada pelos Núcleos de Saúde na Escola e na Creche (NSEC), nos permitiu realizar mais de 50 mil ações de prevenção, promoção e assistência à saúde, chegando a milhares de escolares”, destaca.

O sucesso do Programa Saúde na Escola Carioca se dá, entre outros fatores, pelo cuidado em planejar, monitorar e avaliar as ações. Para garantir a qualidade do trabalho realizado junto aos escolares, gestores da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social criaram, em parceria com seus apoiadores regionais, um sistema de registro único de informações. “O registro único de atividades complementa os demais sistemas de informação existentes e subsidia o monitoramento das ações, que envolveram todas as escolas municipais do Rio de Janeiro e mais de 400 equipes do programa Estratégia Saúde da Família”, conta Dilma.

Para ela, a intersetorialidade é o melhor caminho para promover saúde. “A sinergia entre as secretarias garante o fortalecimento da promoção da saúde e da qualidade de vida da comunidade escolar, produzindo resultados positivos que tendem a ser multiplicados nos espaços familiares”, conclui Dilma.