Libras: a Língua Brasileira de Sinais

Quando aprendemos a falar um novo idioma, conhecemos gente nova, outras culturas e formas diferentes de entender o mundo. É assim com o Inglês, o Alemão, o Japonês e, também, com a Língua Brasileira de Sinais (Libras), para a comunicação entre surdos e entre surdos e ouvintes.

A Libras é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão pela lei federal nº 10.436, de 2002, que a define como um sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, utilizado para comunicação, expressão e transmissão de ideias e fatos.

Apesar de só ter sido reconhecida como idioma brasileiro em 2002, a Libras é muito mais antiga. A Língua Brasileira de Sinais foi criada no Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), fundado no Rio de Janeiro em meados do século 19 por iniciativa do surdo francês Ernest Huet – daí a sua influência francesa.

Com o tempo, os surdos brasileiros foram dando a nossa cara a este sistema linguístico e, como o Ines era a única instituição de educação de surdos no Brasil e na América Latina, a novidade foi se espalhando por todo o país, até que fosse legalmente reconhecida em 2002.

Saúde também se faz em Libras

A lei federal nº 10.436 recomenda que  “deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Libras”. Na rede municipal de saúde da cidade do Rio de Janeiro, isto acontece no Centro Especializado em Reabilitação da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, em Bangu, que promove a Oficina de Libras toda quarta-feira, às 14h.

Aberta a interessados de todas as idades, com ou sem conhecimento prévio em Libras, a atividade é coordenada pela pedagoga surda Cátia Vieira e tem a participação especial do RAP da Saúde. Os adolescentes e jovens realizam uma animada contação de histórias em Libras para as crianças atendidas pelo serviço de reabilitação auditiva da unidade. Este é um trabalho de inclusão desenvolvido por jovens surdos que fazem parte do RAP da Saúde.

E não é preciso se inscrever para participar da atividade, basta aparecer por lá!