Preservar a vida no trânsito é dever de todos

Quando o assunto é álcool e direção, a tolerância é zero. E não pode ser de outro jeito. Além da própria vida, um motorista embriagado coloca em risco a integridade e o bem estar de todos e todas que estão à sua volta, seja em outros carros, no ônibus, na moto, na bicicleta ou a pé. E apesar de todo mundo já conhecer a lei – se beber, não dirija – muita gente ainda não a respeita. É o que mostra a última edição da Pesquisa Nacional de Saúde, do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE): 24,3% dos brasileiros dirigem depois de ingerir bebidas alcóolicas. É, praticamente, um quarto da população.

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O reconhecimento dos acidentes de trânsito como questão de saúde pública não é novidade. Para mobilizar países, governos e sociedades a enfrentar o problema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou o período de 2011 a 2020 como a Década de Ações pela Segurança no Trânsito. A iniciativa pretende preservar 5 milhões de vidas, em todo o mundo, por meio da prevenção de acidentes de trânsito e da promoção da mobilidade urbana segura. Que tal assumir você também este compromisso? O primeiro passo é evitar esta trágica combinação.

Responsabilidade previne mortes

Apesar da rigorosa punição que a Lei Seca impõe a quem infringe a regra, a embriaguez ainda provoca acidentes, mortes, mutilações e custos incalculáveis para famílias e o sistema de saúde. Nos últimos cinco anos, de 2011 a 2016, 244.326 multas por infração de embriaguez foram aplicadas em todo o território nacional, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) divulgados este mês pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

Os dados da Polícia Rodoviária Federal para o Carnaval 2017 ajudam a dar a dimensão do problema: em todo o país, a ocorrência de acidentes nas estradas caiu 5,3% em relação ao ano passado. Ainda assim, as mortes aumentaram 23,9% no mesmo período e 140 vidas foram ceifadas por acidentes que poderiam ter sido evitados. Um detalhe merece ser evidenciado: 1% desses acidentes gerou 31,4% de todas as mortes. Em outras palavras: 11 acidentes foram responsáveis por 44 mortes; dez deles foram colisões frontais, motivadas por ultrapassagens indevidas e excesso de velocidade, condutas que tendem a ser mais frequentes quando o motorista está embriagado.

Outro dado relevante é o impacto econômico deste acidente para a sociedade brasileira, e que poderia ser revertido em investimentos no setor saúde. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cada acidente de trânsito, no Brasil, custa, em média, R$ 70 mil. Nos acidentes que envolvem vítimas fatais este número sobe, gerando um prejuízo de quase R$ 650 mil.

Viu como a questão é séria? Percebeu como você pode ajudar a mudar este cenário? Não precisa parar de beber, mas precisa ter a consciência e responsabilidade de que bebida alcóolica e direção não combinam! #prontofalei!