Protocolo garante melhores condições de trabalho para enfermeiros

Prestar um atendimento de qualidade, com respaldo técnico a fim de evitar equívocos e com maior liberdade para exercer sua função. Estes eram alguns dos anseios dos profissionais da enfermagem da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde da Cidade do Rio de Janeiro (SMS-Rio).

Diante desta necessidade, em 2015, a SMS-Rio reuniu os principais agentes da rede: enfermeiros; residentes; área técnica; profissionais das Centrais de Atenção Psicossocial (CAPS); e demais pontas da atenção primária, para realizarem a revisão do Protocolo – que estava desatualizado e que não contemplava todas as demandas, como por exemplo, saúde mental – com a criação de novos temas baseados nas principais referências de saúde, como WHO, NICE e Ministério da Saúde, entre outras, adaptados para a realidade brasileira e carioca.

Como resultado deste trabalho em conjunto, foi lançada, durante o 20° Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), o maior evento anual de saúde da América Latina, que aconteceu nos dias 6 a 10 de novembro, no Riocentro, a Revisão do Protocolo de Enfermagem, trazendo recomendações sobre a atenção aos Ciclos de Vida (Saúde da Criança, Adolescente, Mulher, Homem e Idoso), Saúde Mental e situações de Urgência e Emergência.

De acordo com a coordenadora dos ciclos de vida da SMS-Rio, Fernanda Prudêncio, o protocolo tem a função de nortear o atendimento em cima de evidências e gerar ganho de qualidade do cuidado. “Os enfermeiros agora têm um documento atualizado que garante respaldo no seu exercício profissional, ou seja, podem fazer tudo que está incluso no protocolo. Isso qualifica a assistência, orienta os novos profissionais que chegarão à rede, além de aumentar a segurança do paciente e diminuir a possibilidade de uma assistência equivocada”, explica.
Segundo ela, a ideia é produzir o protocolo em fascículos para facilitar o manuseio do profissional. “Além dos três fascículos lançados, existem mais quatro eixos em produção: doenças crônicas, feridas e transmissíveis; rede de frio e arboviroses; acesso; e acolhimento. Esses dois últimos já estão finalizados e deverão ser lançados no Congresso Carioca de Atenção Primária, que irá acontecer em dezembro deste ano”, pontua.

Para o superintendente de Atenção Primária da SMS-Rio, Leonardo Graever, o protocolo irá legitimar, nortear e trazer boas práticas ao cuidado prestado pelos enfermeiros. “Agora é aproveitar esta conquista para fazer com que a atenção primária se desenvolva com técnica e cuidado aos nossos usuários. É também uma chance de provar para a sociedade a importância do primeiro atendimento como eixo estruturante do nosso sistema de saúde, a porta de entrada, onde nossos usuários irão resolver a maioria dos seus problemas de saúde”, complementa.
A construção do protocolo também contou com a participação e aprovação do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (COREN-RJ), órgão que fiscaliza a prática profissional com base na lei do exercício profissional e no código de enfermagem.

Os novos Protocolos de Enfermagem pode ser acessados aqui. 

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