RAP da Saúde conversa sobre violência infantil

Os Jovens do RAP da Saúde da CAP 5.3 realizaram na Escola Municipal Ribeiro Couto, no bairro de Paciência, uma roda de conversa com o objetivo de discutir e trabalhar a violência vivida pelas crianças. A atividade, que foi uma iniciativa dos participantes do RAP da Saúde, conta com a parceria da Fundação Xuxa Meneghel e do movimento “Não Bata, Eduque”.

Foram discutidas as diferentes formas de violência que a criança está exposta, como a violência física e psicológica, que acontecem principalmente em suas casas e na escola.

De maneira dinâmica e educativa, os jovens do RAP conduziram a atividade com as crianças e os profissionais. Os pequenos tiveram liberdade para falar de seus problemas e dos tipos de violência que vivem ou que já viveram. Foi trabalhada a dinâmica do dado, na qual a criança que está com o dado na mão fala de suas experiências de acordo com o número que o dado mostrou, sendo estipulado antes da dinâmica um número correspondente a um tipo de violência.

A emoção tomou conta do lugar, teve choro, abraço, desabafo e, inclusive, relatos de violência que eles vivenciam na própria escola, grande parte causada pelos colegas de turma. Mas, com carinho, apoio e ouvidos, tudo acabou bem: um amigo ouviu e procurou entender a situação do outro, as crianças contaram com conselhos e muito cuidado.

É esperada com a atividade, que as crianças juntamente com a escola, transmitam esse conhecimento aos familiares, conscientizando a sociedade e alertando sobre a importância do combate à violência infantil.

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Movimento “Não Bata, Eduque”

O “Não Bata, Eduque” é um movimento social que visa combater a violência sofrida pelas crianças nos diversos meios em que estão inseridas. Entende-se aqui violência não apenas como relacionada à agressão física, mas sim qualquer dano seja moral, emocional, psicológico, físico, sexual, que prejudique o desenvolvimento da criança. Uma das questões do movimento é em relação à “palmada educativa”, a crença que alguns pais e responsáveis têm sobre a palmada não ser considerada violenta, e sim mais uma forma de educar seus filhos. Entretanto, ao levar a palmada, a criança, que toma os pais ou responsáveis como exemplo, entende que determinados conflitos podem ser resolvidos com agressão, podendo no futuro, tornar-se um adulto reprodutor da violência.

Para mais informações sobre o movimento e sobre esse tema que precisa e muito ser discutido, basta entrar no site www.naobataeduque.org.br e abraçar a causa.

 

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