Respeito entre foliões no carnaval – e fora dele

Carnaval já está batendo na porta e a Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual (CEDS) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) escolheram o tom da descontração para falar de prevenção e respeito no carnaval de 2018. Dando continuidade ao tema principal do carnaval da CEDS em 2017, a Campanha Rio+Respeito, estimula o respeito entre os foliões e cidadãos de forma geral – seja no sexo, na paquera e ou na convivência com as diferenças.

A mobilização é mais um esforço da Prefeitura do Rio de Janeiro para conscientizar a população sobre os cuidados durante a folia, incentivar o uso de preservativos e evitar a Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

“Com esse trabalho nossa ideia é que a curtição traga a liberdade necessária e que essa liberdade precisa ter prevenção. Todos nós queremos saúde, todos nós queremos proteção, pra ver esse Rio de Janeiro bonito.” Nélio Giorgini, Coordenador de Diversidade Sexual do Rio de Janeiro.

Pessoas trans e da comunidade LGBT farão a distribuição dos materiais, com grandes estandes Rio+Respeito em locais estratégicos da cidade. No total, serão distribuídos 3.000.000 preservativos masculinos, 200.000 preservativos femininos, 400.000 gel lubrificantes e mais 20.000 folhetos informativos.

Usando a linguagem do universo LGBTQ, a campanha estimula a prevenção, o cuidado e o respeito, sendo, ao mesmo tempo, divertida e bem humorada. “Um lacre de respeito”, “Camisinha: tô dentro!” e “Confete, Serpentina, Purpurina e + Respeito”, são algumas das mensagens.

O aplicativo  gratuito Rio+Repeito segue sendo o grande diferencial da campanha, que leva para a população informações úteis como agenda de blocos de rua, programação dos desfiles na Sapucaí, onde conseguir camisinha nas unidades de saúde e o que fazer em caso de sexo desprotegido. O objetivo principal é promover saúde e bem-estar, entrando no clima de alegria e diversão, que é o carnaval.  Para baixar o aplicativo, basta procurar por Rio+Respeito no Google Play.

 

 

 

Carnaval sem machismo

 

 

 

 

 

 

Para as redes sociais, a Superintendência de Promoção da Saúde escolheu dar destaque às violências contra a mulher. O carnaval é um momento de liberdade e exaltação que muitas vezes passa dos limites. Importante estar atento que o assédio acontece de várias formas. E assédio é crime. As denúncias de violência sexual contra mulheres subiram 90% durante o carnaval no Rio de Janeiro em 2017, ainda assim, esses casos ainda são poucos notificados.

Ligue 180 foi criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), em 2005, para servir como canal direto de orientação sobre direitos e serviços públicos para a população feminina em todo o país. A ligação é gratuita e ela é a porta principal de acesso aos serviços que integram a rede nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, sob amparo da Lei Maria da Penha. Em qualquer lugar do Brasil,  caso sofra algum tipo de agressão, ligue 180.

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