Saúde Mental é tema de Festival da Diversidade

No ano em que o Rio de Janeiro sediou dois dos maiores eventos mundiais, as Olimpíadas e as Paralimpíadas, a Praça Mauá tomou nova forma e novos significados, recebendo cariocas, brasileiros e turistas do mundo todo. Foi nesse cenário, entre o Museu do Amanhã e o MAR (Museu de Arte do Rio), que aconteceu, no dia 11 de novembro, a nona edição do “Festival da Diversidade: Arte, Cultura e Cidadania”, da Superintendência de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio).

O Festival também pretendeu dar novo significado ao lugar, valorizando e potencializando o trabalho artístico, cultural e de geração de renda de usuários dos serviços de Saúde Mental do Rio, contribuindo para a reinserção social de pessoas em situação de vulnerabilidade social e chamando a atenção de quem

passava para a questão do preconceito, especialmente sobre o estigma da loucura.

Com apresentação de grupos musicais, esquetes de teatro, rodas de conversa, poesia, oficinas e feira de comercialiimg_9114zação de produtos, a Praça recebeu mais de 500 visitantes, entre usuários dos serviços, famílias e pessoas de diversos estados do Brasil. A programação foi construída coletivamente em Fóruns Intersetoriais de Geração de Renda e Cultura com a participação dos próprios usuários, das equipes e de parceiros. O Festival é  a culminância de um trabalho continuado da Saúde Mental que busca utilizar a arte e a produção para desenvolvimento e fortalecimento dos tratamentos.

“A gente percebe que tanto a geração de renda quanto a cultura têm uma função fundamental no tratamento, na inclusão e na relação com a família. Os projetos têm uma função social muito importante. Tem gente que entra nos projetos e nunca mais se interna, pois uma rotina é criada. A pessoa se torna mais do que um paciente, ela passa a ser uma pessoa que canta, que compõe, que produz um artesanato. É uma pessoa que está aí, em sociedade, podendo contribuir com o que há de melhor: mostrando sua capacidade produtiva e inventiva”, defende Pollyanna Ferrari, assessora técnica de Geração de Trabalho, Renda e Cultura da Superintendência de Saúde Mental.

Adilson Nogueira do Amaral, usuário do Hospital Municipal Jurandyr Manfredini e do Polo Experimental Cultural da Colônia, conta que foi assim mesmo que aconteceu com ele. “Quando não tenho nada para fazer, escrevo música, pinto, crio. Comecei a colocar para fora o que eu sinto e, dessa forma, comecei a viver. A arte mudou minha forma de ver o mundo. Tenho liberdade para criar e agora sim me sinto vivo.” compartilha.