Uma sociedade saudável vive, se expressa e interage com seu território de forma também saudável, com autonomia e responsabilidade para desenvolver ações sustentáveis que resultem na melhoria da qualidade de vida. Afinal, o modo como moramos, nos locomovemos, cuidamos do lixo e da vizinhança influencia diretamente a nossa saúde e a de todos com quem compartilhamos experiências cotidianas. Não à toa essas variáveis são reconhecidas como determinantes sociais da saúde: fatores sociológicos que condicionam processos de adoecimento e de manutenção e recuperação da saúde.

Nesse sentido, a Política Nacional de Promoção da Saúde recomenda que “a organização da atenção e do cuidado envolva, ao mesmo tempo, as ações e os serviços que operem sobre os efeitos do adoecer e aqueles que visem ao espaço para além dos muros das unidades de saúde e do sistema de saúde, incidindo sobre as condições de vida e favorecendo a ampliação de escolhas saudáveis por parte dos sujeitos e das coletividades no território onde vivem e trabalham”.

Meio Ambiente
As condições do meio ambiente impactam diretamente a saúde e a qualidade de vida da população. O acúmulo de lixo leva à proliferação de mosquitos e bactérias. A contaminação da água pode provocar doenças como hepatites, esquistossomose, rotavírus, entre outras. A poluição do ar, por sua vez, pode gerar complicações respiratórias graves. Por isso, cuidar do meio ambiente e garantir a sua preservação é uma ação efetiva de promoção da saúde, que ajuda a transformar e melhorar os territórios. Vamos assumir esse compromisso?

Mobilidade urbana
A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o período de 2011 a 2020 como a Década de Ações pela Segurança no Trânsito. A iniciativa, que envolve centenas de países, entre eles o Brasil, tem o objetivo de preservar 5 milhões de vidas por meio da prevenção de acidentes de trânsito. Para conquistarmos esta meta, é preciso a participação de todos! Que ações podem ser desenvolvidas em seu território para garantir a mobilidade urbana segura e sustentável?

Combate ao mosquito
“Cada um deve cuidar de si próprio, do outro, da comunidade e do meio ambiente”. A recomendação da Carta de Ottawa, documento de referência global para a Promoção da Saúde, expressa a importância de ações coletivas para garantir a saúde dos territórios. No combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de dengue, chikungunya, zika e outras arboviroses, não é diferente. Por isso, não acumular lixo e não deixar água parada é um dever de todos.

Participação comunitária
Cuidar do território é uma ação coletiva. Para isso, é fundamental conhecer os parceiros presentes, sejam eles pessoas físicas, organizações não governamentais, representantes do poder público ou empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável. Você já conhece a associação de moradores do seu bairro ou comunidade? Que problemas e desafios vocês podem resolver juntos, em prol do território? Colocar em prática a participação comunitária é o primeiro passo para uma formar uma comunidade autônoma, responsável e saudável.